
Diz o poeta que “a vida é a arte do encontro, apesar de haver tantos desencontros pela via", e por ser assim, muitas vezes temos medo de encontrar o outro. Fugimos dos verdadeiros encontros, dos que quebram os protocolos de etiqueta e nos levam a tocar a essência do outro com tudo de belo e de tenebroso que ela contém.
Esse medo do defrontar-se através do reflexo percebido no olhar alheio nos faz escondermo-nos sobre toneladas de maquiagem que tecem uma máscara tão densa que nós mesmos não nos reconhecemos, nos perdemos dentro dos labirintos de nossa alma fugindo de um minotauro criado pelo nosso medo de viver com toda a intensidade todas as possibilidades que a vida nos oferece: de ser feliz, de nos arriscarmos, de nos perdermos e reencontrarmo-nos nas trilhas dos olhares que são convites a visitar a alma alheia.
Encontrar-se é bom, pois nos enriquece a alma com o diferente.
Desencontrar-se é bom, pois nos oferece a reflexão que só a solidão pode propiciar.
A solidão é a única companheira inseparável e fiel nesses momentos de mergulho na profundeza de nossas dores após um desencontro, é a guia cuidadoso que nos faz atravessar o labirinto em segurança, nos preparando para o próximo encontro, ou reencontro, mas desta vez mais estruturados e conscientes de que ele será marcado por desencontros inevitáveis, com menos maquiagem e sabendo que o fio de Ariadne encontra-se sempre ao alcance de nos trazido pela solidária solidão.
Diz o poeta que “a vida é a arte do encontro, apesar de haver tantos desencontros pela via",
ResponderExcluirAmei o texto!
Você está inspirado.
LUIZA MEL
ResponderExcluirLINDO...AMEI!!!