
Exílio é o estado no qual estamos condenados a ausência do nosso lugar.
E essa é uma sensação, um sentimento, um estado tão único que se manifesta de várias formas distintas, algumas profundamente sutis, mas todas igualmente dolorosas.
Expulsos de nosso país, estamos no exílio.
Mas também estamos exilados quando nos impõe a separação de alguém que amamos.
A morte tem o poder de nos lançar no exilio.
Como também a separação não desejada o faz.
Ser exilado é dividir o apartamento com a saudade e mesmo com a casa cheio, no meio da festa, notar que no sofá há um lugar não ocupado, que sobrou um prato na pilha sobre a mesa artisticamente arrumada, que um copo de Coca-Cola permanece esquentando na varanda sem que ninguém o toque.
Ser exilado é não ter com quem dividir essas coisas, pois elas só tem sentido, elas só existem de maneira concreta nesse movediço terreno da alma que chamamos de saudade.
A saudade é a grande interlocutora que temos no exílio é com ela que trocamos, no silêncio do olhar perdido no nada, as figurinhas de uma música ouvida há muito tempo, de um sabor, de uma paisagem, de um sorriso que só existem em você, pois quem te exilou os baniu de seu ser.
Exilar alguém é apagá-lo da sua vida, dar-lhe uma etiqueta, arquivá-lo e deixar que o tempo deposite sobre ele sua poeira, por isso é um estado de solidão profunda, total e definitiva, melancolicamente dividida com a esperança de um dia - que se sabe nunca chegará - ser readmitido no lugar que é nosso, mas que ninguém sabe, ou reconhece.
E essa é uma sensação, um sentimento, um estado tão único que se manifesta de várias formas distintas, algumas profundamente sutis, mas todas igualmente dolorosas.
Expulsos de nosso país, estamos no exílio.
Mas também estamos exilados quando nos impõe a separação de alguém que amamos.
A morte tem o poder de nos lançar no exilio.
Como também a separação não desejada o faz.
Ser exilado é dividir o apartamento com a saudade e mesmo com a casa cheio, no meio da festa, notar que no sofá há um lugar não ocupado, que sobrou um prato na pilha sobre a mesa artisticamente arrumada, que um copo de Coca-Cola permanece esquentando na varanda sem que ninguém o toque.
Ser exilado é não ter com quem dividir essas coisas, pois elas só tem sentido, elas só existem de maneira concreta nesse movediço terreno da alma que chamamos de saudade.
A saudade é a grande interlocutora que temos no exílio é com ela que trocamos, no silêncio do olhar perdido no nada, as figurinhas de uma música ouvida há muito tempo, de um sabor, de uma paisagem, de um sorriso que só existem em você, pois quem te exilou os baniu de seu ser.
Exilar alguém é apagá-lo da sua vida, dar-lhe uma etiqueta, arquivá-lo e deixar que o tempo deposite sobre ele sua poeira, por isso é um estado de solidão profunda, total e definitiva, melancolicamente dividida com a esperança de um dia - que se sabe nunca chegará - ser readmitido no lugar que é nosso, mas que ninguém sabe, ou reconhece.
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